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República Suco de Mamão | ||||||||||||||||||||
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Com alguns palavrões, extingue-se o blog... Suco de Mamão é o caralho! Meu nome agora é Tira a Mão de Mim, porra!!!
Parafraseando Dadinho, do filme "Cidade de Deus": "'Dadinho' é o caralho, meu nome agora é 'Zé Pequeno', porra!" Escrito por Mari Comp às 20:47 [ ] [ envie esta mensagem ] O Segredo (Re)Velado - Parte II Continuação da O Segredo (Re)Velado - Parte I Após a argumentação "incontestável" do policial, que disse "vocês são universitárias, entrem em um acordo"(!), Maricô e Maitê decidiram subir e pegar esses itens e, então, ficou combinado que a república telefonaria para Angélica, até terça-feira, 4 dias depois, marcando uma data para que o processo ocorresse na presença de uma viatura. Evitentemente, dessa vez seria necessário: quem nega o óbvio na frente da polícia faria o que longe dela? Era capaz de dizer que não retirou nada. O casal simpatia não poderia ir embora sem que Cleiton pronunciasse as sábias palavras "Acho que essa ocorrência de hoje daria para fazer um B.O.zinho, não?". Imaginem a cara do delegado ao saber que ele queria levar ao conhecimento das autoridades que sua esposa não pôde subir com um desconhecido à sua ex-república para mostrar os móveis a um possível comprador. Que crime! A república Soco de Uma Mão colocando obstáculos na economia do país! Após saber do ocorrido na sexta, Leda, inconformada, resolveu que ela mesmo ligaria para comunicar a ex-moradora que ela deveria retirar seus pertences na quinta-feira, entre 12:30h e 13:30h. Na quarta-feira, ela ligou dizendo que não estava devendo nada à rep, que essa cobrança era ilegal, insinuou que as moradoras da república poderiam ser enquadradas em um artigo (que ela disse ser o 128 - só se ela estivesse grávida!) que discorre sobre tomar bens de alguém desejando obter dinheiro: a república sequestrando os móveis! Ela disse à Leda que o que as meninas fizeram não era coisa de gente, ..., e que, se cruzassem com ela na rua, que deveriam atravessá-la (a rua). Após o terceiro aviso e, vendo que Angélica queria apenas "desabafar", Leda desligou o telefone. Este até tocou mais uma vez, em vão, pois ninguém atendeu. A "injustiçada" ficava discorrendo sobre o inquérito, o tempo todo falando "peraí", ouvindo o que seu marido(?) dizia, e repetindo. De mestranda a papagaio! Ela não sabia dizer o nome do delegado, nem o nome do policial, mas isso realmente nao deve ser importante... Depois de ouvir Angélica dizer que chamou a polícia na sexta-feira anterior por causa do jeito como fora tratada por Maricô, o que mais causaria estranhamento? Aliás, depois de ver tantas coisas de que a cidadã foi capaz em tão pouco tempo... Novamente, há que se desculpar, o tempo é medido pela intensidade! E daí que ela foi morar com um cara que conhecia havia menos de um mês? "O tempo que passamos no telefone não foi em vão. Ele me conhece muito melhor do que qualquer pessoa, mais do que Leonardo [seu ex relacionamento de 2 anos] me conheceu. E eu sei tudo da vida dele também", disse ela certa vez. No dia seguinte à batida de telefone "na cara", nova ligação: o combinado foi ratificado. A tensão era geral. Será que a república estaria enfim livre da ex-moradora que se tornou um encosto? Será que o pesadelo havia acabado? O relógio marcava 12:15h, do dia 24.02.95, quando Maricô, ao chegar em casa, nota que a ex-moradora já estava lá, insistindo com Leda pelo interfone para que deixasse os dois rapazes do carreto subirem para pegar suas coisas. Seria demais pedir pra ela, estando tudo bem, que cumprisse o horário. Para evitar mais esse aborrecimento, foi decidido que eles poderiam subir. Estranhamente, ela não havia chamado a polícia, nas palavras dela, "porque eu achei que não tinha necessidade". Será? Se a conta estiver correta, foi o segundo descumprimento no acordo. Maricô resolveu o pequeno senão. As moradoras estavam no apartamento para supervisionar a retirada dos objetos e garantir que nada ficaria na rep, até porque ninguém queria ser intimada judicialmente... Depois de 10 minutos que os dois homens do carretos estavam no apartamento, nova petulância. O interfone tocou: era Angélica, perguntando por que estavam demorando tanto... Lívia, calmamente, respondeu que o motivo era a desmontagem do guarda-roupas, e ainda teve que ouvir que não era necessário. Acredita-se que o marido(?) dela também entenda de carreto. Só pode. Depois de talvez outros 10 ou 15 minutos, as moradoras da república resolveram descer. Foi quando a viatura chegou. Os móveis desciam, as meninas explicavam o ocorrido aos policiais, e Angélica muda, enquanto seu marido estava a dois metros. Enquanto a rep conversava com um soldado da PM, Cleiton tentava convencer o outro não se sabe de que. Estranhamente, só quando ele chegou perto, ela pronunciou sua primeira palavra. Dessa vez, ela não quis dar sua versão aos policiais, talvez porque Cleiton já havia conversado a sós com o outro soldado. Ela limitou-se apenas a causar alguns tumultos, como rejeitar a sacola com roupas que havia usado no baile brega da faculdade. Quando Leda reiterou que as roupas eram suas, ela retrucou: "Eu usei essas roupas uma vez, só. Não são minhas". Abriu a sacola, olhou o conteúdo e pegou somente suas correspondências bancárias, já que, estranhamente, nem ao banco Angélica queria dar seu endereço. Não caia na tentação de questionar a opção de auto-preservação do casal... Angélica repetiu três vezes que iria pegar somente os seis itens contantes do inquérito (aquele sobre o aborto): um guarda-roupas, uma cama, uma escrivaninha, uma cadeira, dois filtros de linha e uma cortina persiana. Leda disse que as sacolas de roupas não entrariam de volta no prédio, sob o argumento de que a ex-moradora poderia, muito provavelmente, acusar a república de novo aborto, ou melhor, de alguma apropriação indébita ou qualquer coisa que o valesse. Assim, todas as coisas desceram, as duas sacolas estranhamente recusadas (seria alguma forma de renegar - mais ainda - o passado?) foram jogadas na lixeira, os dois homens contratados terminaram de montar o carreto e tudo se encaminhava para o fim. Maricô se pronunciou novamente: "Eu vou perguntar, que seja pela última vez, na frente do policial. Existe mais alguma coisa sua nessa casa? Por que eu não quero receber a visita de um Oficial de Justiça na minha casa por uma agulha que você tenha esquecido aqui.", ao que ela respondeu: "Graças a Deus, não! E, se eu puder" - dirigindo-se a Maricô - "nunca mais eu vou olhar na sua cara!". Quase que em coro, Leda e Lívia responderam: "É um favor que você faz!". Nesse momento, Angélica dá as costas, vira para o policial e pergunta, novamente, se deveria haver Boletim de Ocorrência. Após obter, obviamente, uma negativa, segue seu rumo desconhecido. Soube-se que ela ainda esteve na Zootecnia depois de alguns dias, mas ninguém nunca mais soube seu paradeiro. Quem o quer? A República Soco de Uma Mão trocou de nome, mudou-se o endereço do blog, foram trocadas as fechaduras das portas e, assim, rompeu-se, definitivamente, o vínculo com o passado. Maitê terminou a faculdade e, hoje, a república está em outra formação. Outros móveis, outros ares, e há quem diga que todas estão bem e felizes. Que morra aqui qualquer assunto relacionado a Angélica. Amizade também acaba! [ p o s t f i n a l i z a d o e m 0 8 . 0 3 . 2 0 0 5 , à s 0 9 : 3 9 h ] Escrito por Suco de Mamão (adm) às 21:44 [ ] [ envie esta mensagem ] O segredo (re)velado Depois de muito tempo, a república Suco de Mamão Tira a Mão de Mim Inc. resolveu que o blog deveria voltar à ativa. Talvez a rep mude de nome (para simbolizar o "rito de passagem"), enquanto isso, vamos quebrar o gelo. Eu, "sucodemamaozeteanonima", vou contar uma história que aconteceu na rep de uma amiga minha, que serve de alerta tanto para os leitores, como para nós mesmas. Aprender com os erros dos outros é fundamental, pois ninguém tem tempo para cometer todos (e ainda usufruir das lições que eles nos trazem) em uma vida só, não acham? Qualquer semelhança com a República Suco de Mamão é mera coincidência. Moravam na república Soco de Uma Mão, desde março de 1994, Angélica, Maricô, Leda e Flora. Maitê ia à rep uma vez por semana e alguns sábados (estava em época de formatura), mas era extremamente presente nas discussões e baladas e fazia parte desse círculo de amizade intensa entre as meninas da república. Em julho desse mesmo ano, Flora, para amainar problemas de sua irmã, foi morar com ela, tendo de sair da rep (mas sem nunca cortar os laços!!). Então, Rosana entrou, ficou um mês, mas saiu rapidamente. A amizade entre as moradoras era algo invejável! Todos comentavam que era muito estranho uma república feminina onde não houvesse intrigas, todas se dessem bem e se tratassem como irmãs. Era uma rep perfeita! Ali eram trocados segredos, confissões, dicas, resoluções de exercícios... Isso tudo durou até novembro de 1994... Angélica conheceu Cleiton, pela internet. Ele, hacker confesso, acessou os arquivos de fotos e vídeos do computador dela, logo após entrar, não se sabe como, na conta de telefone detalhada em nome de Leda. A reação de Angélica, estranhada por todas, já que até então ela parecia tão sensata, foi a de ficar triste, pois ele a havia chamado de mentirosa por ter visto uma ligação de longo tempo dela. A república estremeceu. Como assim? O Cleiton invadiu a conta telefônica?!? E o essa reação de Angélica?! Desde então, tudo mudou! Eles continuaram passando suas 5 a 7 horas diárias no telefone, "se conhecendo a fundo"... Em um almoço coletivo, uma lasanha na visita da irmã de Maricô, ela o convidou para conhecer a rep (choque-se, como as meninas fizeram!), a despeito da opinião de todas... Angélica pediu desculpas, no dia seguinte, e disse que esse fato não se repetiria, que ela havia invadido a privacidade alheia e blá blá blá. Na mesma semana, ele voltaria sem cerimônias. Houve um dia em que ela deixou um bilhete avisando que estaria na Zootecnia, onde fazia pós-graduação, porém não atendeu aos vários telefonemas que foram feitos para lá, na tentativa das meninas da república de convidarem-na para jantar na lanchonete MetrôBom. Nesse dia, Maricô foi dormir às 6h da manhã, chorando, achando que ela estaria com ele e que teria acontecido uma desgraça. Novamente, ela pediu desculpas, dizendo que havia perdido a noção do tempo na casa de um amigo. Angélica e Cleiton começaram a namorar, para preocupação de todas. Ela começou a não dormir e a trazê-lo em casa em detrimento da opinião de todas. Ela era outra pessoa. Isso fez com que, em nome da boa amizade até então, fosse feita uma assembéia para colocar tudo em pratos limpos. Ficou combinado na quinta-feira pela manhã que ele não entraria mais lá ("Eu também não me sentiria confortável se não fosse bem-vinda na casa dele"). No mesmo dia à tarde, ele estava lá, bem como na sexta pela manhã, e no sábado. Maricô fez o papel chato de falar duro a alguém de quem, até então, era uma grande amiga. Angélica disse algumas besteiras, inclusive comparou o fato de Cleiton não poder entrar, mas Daniel, o namorado de Maricô, sim. Ela disse que era casa dela e ele viria quantas vezes quisesse. Sem saída, Maricô deu o ultimato: ou ela cumpria o acordo firmado havia dois dias, ou ela estava fora da república e alguém teria de mudar do apartamento. Ela anunciou que estava saindo, entre alguns desaforos. Dois dias depois, ela veio buscar suas coisas, em um dia que, sabidamente, não haveria ninguém em casa. Ficaram um guarda-roupa e uma cama (que, posteriormente, ela negociou com Lívia, recém chegada à rep) e uma escrivaninha e uma persiana, além de parcos objetos pessoais. Ela pagou as contas que venceriam de imediato, depois sumiu. O telefone para contato até funcionou nos primeiros dias, pois ela atendia e dizia que ia pagar as contas que iam chegando... Ela pagou uma, depois sumiu. As ligações feitas para o celular de contato, para o chato trabalho da cobrança, ficaram na reponsabilidade de quem ficou na rep. Foi então que ela parou de atender telefonemas originados na república. Ela mesma já havia alertado de que possuía o serviço identificador de chamadas. Na última ligação, no final de dezembro, disse a Maricô que estava feliz, e que voltaria a ligar na época de chegar a conta de telefone de janeiro, por volta do dia 15. O que se seguiu foram incansáveis telefonemas em vão. As pessoas que conheciam Angélica começaram a comentar que ela havia sumido da Zootecnia, que não aparecia na internet, e até sua orientadora, Hortência, falou "Ela diz que está trabalhando, mas não a vejo mais. Tomara que esteja mesmo.". Até que ela apareceu, de repente, na porta da república dizendo que trouxe um comprador para os móveis, que ele iria subir com ela para "dar uma olhadinha". Percebam que nem levar os móveis (que já haviam incomodado bastante), ela queria. Quando Maricô chegou do trabalho, Angélica a abordou. Seguiu-se, então, o diálogo: A: Maricô, ele vai comprar os meus móveis e veio dar uma olhada. E Maricô subiu. Depois das deliberações na república (ficou decidido que fariam as contas de quanto, exatamente, Angélica devia e seria marcada uma data para retirada dos móveis), Maricô e Maitê desceram: a polícia estava na porta do prédio! A autoridade presenciou uma cena absurda: Angélica negava o óbvio! Ela chegou a dizer: "Eu nunca deixei de atender o telefone. Tem certeza de que você tem o número certo?", e seu marido(?) completou: "Melhor anotar de novo: 9975...". Maitê e Maricô, inconformadas, apenas olhavam e, às vezes, riam. Ela estava muitos quilos mais magra e permaneceu o tempo todo de braços cruzados, dizendo o tempo todo que não queria incomodar(!), queria apenas, e tão somente, seus móveis. Ela precisava desesperadamente de seus dois filtros de linha, estranho, já que ela não possuía mais o serviço de speedy, mas não se deve questionar as razões da moça. (Moça não. Trate-se com o devido respeito de sua longeva idade de 27 bem experientes anos). Pela sua notável pressa, um desavisado era capaz de jurar que sua touca térmica também era de extrema urgência. [ limite de caracteres excedido - ver parte II acima ] Escrito por Suco de Mamão (adm) às 12:21 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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