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República Suco de Mamão | ||||||||||||||||||||
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O segredo (re)velado Depois de muito tempo, a república Suco de Mamão Tira a Mão de Mim Inc. resolveu que o blog deveria voltar à ativa. Talvez a rep mude de nome (para simbolizar o "rito de passagem"), enquanto isso, vamos quebrar o gelo. Eu, "sucodemamaozeteanonima", vou contar uma história que aconteceu na rep de uma amiga minha, que serve de alerta tanto para os leitores, como para nós mesmas. Aprender com os erros dos outros é fundamental, pois ninguém tem tempo para cometer todos (e ainda usufruir das lições que eles nos trazem) em uma vida só, não acham? Qualquer semelhança com a República Suco de Mamão é mera coincidência. Moravam na república Soco de Uma Mão, desde março de 1994, Angélica, Maricô, Leda e Flora. Maitê ia à rep uma vez por semana e alguns sábados (estava em época de formatura), mas era extremamente presente nas discussões e baladas e fazia parte desse círculo de amizade intensa entre as meninas da república. Em julho desse mesmo ano, Flora, para amainar problemas de sua irmã, foi morar com ela, tendo de sair da rep (mas sem nunca cortar os laços!!). Então, Rosana entrou, ficou um mês, mas saiu rapidamente. A amizade entre as moradoras era algo invejável! Todos comentavam que era muito estranho uma república feminina onde não houvesse intrigas, todas se dessem bem e se tratassem como irmãs. Era uma rep perfeita! Ali eram trocados segredos, confissões, dicas, resoluções de exercícios... Isso tudo durou até novembro de 1994... Angélica conheceu Cleiton, pela internet. Ele, hacker confesso, acessou os arquivos de fotos e vídeos do computador dela, logo após entrar, não se sabe como, na conta de telefone detalhada em nome de Leda. A reação de Angélica, estranhada por todas, já que até então ela parecia tão sensata, foi a de ficar triste, pois ele a havia chamado de mentirosa por ter visto uma ligação de longo tempo dela. A república estremeceu. Como assim? O Cleiton invadiu a conta telefônica?!? E o essa reação de Angélica?! Desde então, tudo mudou! Eles continuaram passando suas 5 a 7 horas diárias no telefone, "se conhecendo a fundo"... Em um almoço coletivo, uma lasanha na visita da irmã de Maricô, ela o convidou para conhecer a rep (choque-se, como as meninas fizeram!), a despeito da opinião de todas... Angélica pediu desculpas, no dia seguinte, e disse que esse fato não se repetiria, que ela havia invadido a privacidade alheia e blá blá blá. Na mesma semana, ele voltaria sem cerimônias. Houve um dia em que ela deixou um bilhete avisando que estaria na Zootecnia, onde fazia pós-graduação, porém não atendeu aos vários telefonemas que foram feitos para lá, na tentativa das meninas da república de convidarem-na para jantar na lanchonete MetrôBom. Nesse dia, Maricô foi dormir às 6h da manhã, chorando, achando que ela estaria com ele e que teria acontecido uma desgraça. Novamente, ela pediu desculpas, dizendo que havia perdido a noção do tempo na casa de um amigo. Angélica e Cleiton começaram a namorar, para preocupação de todas. Ela começou a não dormir e a trazê-lo em casa em detrimento da opinião de todas. Ela era outra pessoa. Isso fez com que, em nome da boa amizade até então, fosse feita uma assembéia para colocar tudo em pratos limpos. Ficou combinado na quinta-feira pela manhã que ele não entraria mais lá ("Eu também não me sentiria confortável se não fosse bem-vinda na casa dele"). No mesmo dia à tarde, ele estava lá, bem como na sexta pela manhã, e no sábado. Maricô fez o papel chato de falar duro a alguém de quem, até então, era uma grande amiga. Angélica disse algumas besteiras, inclusive comparou o fato de Cleiton não poder entrar, mas Daniel, o namorado de Maricô, sim. Ela disse que era casa dela e ele viria quantas vezes quisesse. Sem saída, Maricô deu o ultimato: ou ela cumpria o acordo firmado havia dois dias, ou ela estava fora da república e alguém teria de mudar do apartamento. Ela anunciou que estava saindo, entre alguns desaforos. Dois dias depois, ela veio buscar suas coisas, em um dia que, sabidamente, não haveria ninguém em casa. Ficaram um guarda-roupa e uma cama (que, posteriormente, ela negociou com Lívia, recém chegada à rep) e uma escrivaninha e uma persiana, além de parcos objetos pessoais. Ela pagou as contas que venceriam de imediato, depois sumiu. O telefone para contato até funcionou nos primeiros dias, pois ela atendia e dizia que ia pagar as contas que iam chegando... Ela pagou uma, depois sumiu. As ligações feitas para o celular de contato, para o chato trabalho da cobrança, ficaram na reponsabilidade de quem ficou na rep. Foi então que ela parou de atender telefonemas originados na república. Ela mesma já havia alertado de que possuía o serviço identificador de chamadas. Na última ligação, no final de dezembro, disse a Maricô que estava feliz, e que voltaria a ligar na época de chegar a conta de telefone de janeiro, por volta do dia 15. O que se seguiu foram incansáveis telefonemas em vão. As pessoas que conheciam Angélica começaram a comentar que ela havia sumido da Zootecnia, que não aparecia na internet, e até sua orientadora, Hortência, falou "Ela diz que está trabalhando, mas não a vejo mais. Tomara que esteja mesmo.". Até que ela apareceu, de repente, na porta da república dizendo que trouxe um comprador para os móveis, que ele iria subir com ela para "dar uma olhadinha". Percebam que nem levar os móveis (que já haviam incomodado bastante), ela queria. Quando Maricô chegou do trabalho, Angélica a abordou. Seguiu-se, então, o diálogo: A: Maricô, ele vai comprar os meus móveis e veio dar uma olhada. E Maricô subiu. Depois das deliberações na república (ficou decidido que fariam as contas de quanto, exatamente, Angélica devia e seria marcada uma data para retirada dos móveis), Maricô e Maitê desceram: a polícia estava na porta do prédio! A autoridade presenciou uma cena absurda: Angélica negava o óbvio! Ela chegou a dizer: "Eu nunca deixei de atender o telefone. Tem certeza de que você tem o número certo?", e seu marido(?) completou: "Melhor anotar de novo: 9975...". Maitê e Maricô, inconformadas, apenas olhavam e, às vezes, riam. Ela estava muitos quilos mais magra e permaneceu o tempo todo de braços cruzados, dizendo o tempo todo que não queria incomodar(!), queria apenas, e tão somente, seus móveis. Ela precisava desesperadamente de seus dois filtros de linha, estranho, já que ela não possuía mais o serviço de speedy, mas não se deve questionar as razões da moça. (Moça não. Trate-se com o devido respeito de sua longeva idade de 27 bem experientes anos). Pela sua notável pressa, um desavisado era capaz de jurar que sua touca térmica também era de extrema urgência. [ limite de caracteres excedido - ver parte II acima ] Escrito por Suco de Mamão (adm) às 12:21 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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